“Agora nós vamos fazer o que tem que ser feito”, diz morador, em episódio similar.
Circula pelos grupos de WhatsApp um incidente no Bairro Cristo Rei, em São Leopoldo, protagonizado por uma empresa de vigilância privada da cidade. Na ocasião, um homem foi flagrado arrombando uma casa. Após ser detido no pátio, aguardou-se por 45 minutos até a chegada das forças de segurança, representadas pela Brigada Militar.
Em um áudio compartilhado no grupo, um operador da empresa relata ter restabelecido contato com a polícia para efetuar a prisão. No entanto, foi surpreendido com questionamentos sobre se o suspeito teria ou não levado algo da residência. Diante da resposta de que o indivíduo foi pego no ato do arrombamento, mas sem levar nada, a ordem foi para que ele fosse liberado.
Ao longo do áudio, o interlocutor expressa sua insatisfação com a situação, destacando a perplexidade diante da soltura do suspeito, criticando o que ele chama de “prende-solta” da justiça, as leis vigentes e, evidentemente, a forma como tudo isso impacta o trabalho da polícia.
Nesta semana, grupos de justiceiros ganharam notoriedade ao percorrerem as ruas do Rio de Janeiro e espancarem suspeitos de delitos em diversos bairros da cidade. Em um dos vídeos compartilhados, o responsável, sem esconder o rosto, afirma que essa ação é uma consequência direta da impunidade e da ineficiência do Estado em controlar a violência: “Agora nós vamos fazer o que tem que ser feito”, diz o morador do Rio de Janeiro que integra um desses grupos.









